| XXIX |
[Apr. 10th, 2006|10:20 pm] |

já não há vestígios de sangue mas as luzes continuam acesas nunca soube desaparecer (como os fantasmas) como os fantasmas sabem fazer furem-me os olhos por favor se preciso for não tenho mais cheiros só beijos de dor de não dizer e de não saber como escrever fim
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| XXVIII |
[Jan. 22nd, 2006|05:15 pm] |
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o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o
o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o
o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o
o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o
o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o |
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| XXVII |
[Jan. 22nd, 2006|05:06 pm] |

i am one of the injured a tear blurs flesh dissolving like an injured dog like wasted limbs get smaller pain is the stimulus of pain but then of course nothing is cured this is the world now move a fin and the world turns sit in a chair and pictures change try to eat us and get trapped or injured just
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| XXVI |
[Jan. 1st, 2006|06:01 pm] |
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| XXV |
[Dec. 19th, 2005|03:01 pm] |
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| XXIV |
[Nov. 12th, 2005|07:37 pm] |

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| XXIII |
[Oct. 25th, 2005|10:52 pm] |
| [ | Current Mood |
| | annoyed | ] |
| [ | Current Music |
| | valsa roxa | ] |

– filho Gualaaz – disse Lançalot – stranhamente vos fez Deos fremosa creatura. Par Deos, se vós nom cuidades seer bõo homem ou bõo cavaleiro, assi Deos me conselhe, sobejo seria gram dapno e gram malaventura de nom seerdes bõo cavaleiro, ca sobejo sedes fremoso.
e ele disse:
– se me Deos fez assi fremoso, dar-mi-á bondade, se lhe prouver; ca, em outra guisa, valeria pouco. E ele querrá que serei bõo e cousa que semelhe minha linhagem e aaqueles onde eu venho; e metuda ei minha sperança em Nosso Senhor. E por esto vos rogo que me façades cavaleiro. |
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| XXI |
[Oct. 7th, 2005|12:06 am] |
escrevo com duas pedrinhas cravadas no pulso destro e com a luz a derreter os meus olhos. a velha mestria escorre sem fascinar. dá-se a eclosão de ideias, mas pouco se pode explorar. perde-se o ofício, ganha-se outro em troca. a minha nave estende-se lá fora, acendendo arbitrariamente os faróis apenas para marcar presença. a temperatura estala os vidros de madeira do meu cubículo. o meu corpo perde-se em combustões heterodoxas e a minha .45 já pede uma limpeza geral, para mais tarde ser usada para fazer evaporar tudo. |
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| XX |
[Oct. 6th, 2005|01:16 am] |
| [ | Current Mood |
| | annoyed | ] |
| [ | Current Music |
| | ;__1__; | ] |
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| XIX |
[Sep. 13th, 2005|11:52 pm] |
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| XXVI |
[Sep. 8th, 2005|02:47 am] |
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| XXVI |
[Aug. 26th, 2005|03:36 pm] |
manifesto do snobismo superlativo
a democracia não existe e jamais existirá. ou melhor, nunca deverá existir, nem por melífluos traços de demonstração. pois, parece-me uma evidente ironia ou mordaz paradoxo desejarmos (ainda) mais autonomia de expressão/acção e verificarmos, nos dias que ultrapassamos, ora com leveza, ora com desconfiança, crassos problemas de qualquer teor possível/imaginário, fruto de escassa, mas suficiente ousadia/liberdade. não queiras desejar algo incontrolável e benéfico, a não ser que sejais cego de pensamento e mudo de constrangimento! não sejais alvo de constantes infortúnias! não queirais tresandar a corrupção e chacota irracional e voluntária, antes a transparência e auto-satisfação suprema!
liberdade=espontaneidade=acção=corrupção=morte=decadência=auto-destruição
abaixo ao lixo contemporâneo que nos cerca! abaixo a tudo o que respira sem necessitar de respirar! abaixo aos de coração pequeno e fétido! abaixo aos ocos de espírito e moldados com excremento! abaixo à corrupção flamejante e à fusquidão!
viva o controlo exímio de tudo e todos! viva a destruição de palavras supérfluas! viva o darwinismo social e a tudo o que o move! viva os souteneurs dos que necessitam! viva a supremacia e sobrevalorização da beleza e perfeição! viva a mentalidade surrenta e visionária!
o snobismo superlativo defende a abolição de toda e qualquer criação contemporânea, valorizando toda a obra clássica e arcaica, rica e solene; do plágio insolente e invenções dignas de incessantes bocejos; do conceptualismo inconsequente e desajustado; do intelecto de bolso; da liberdade de expressão de todo o ser humano, apenas para os habilitados; de qualquer hipótese de corrupção, através de um regime de controlo máximo.
o snobismo superlativo auto-define-se como céptico, ultra-racional, neo-dogmático, antidemocrata, anticorrusivo, antidinástico, antiheróico, antiliberal, antipático, antipatriótico, antropófobo e austero.
eis o snobismo superlativo.
ockauzina falange #1
2005 |
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| XXV |
[Aug. 3rd, 2005|10:39 pm] |
| [ | Current Mood |
| | ranho no cemitério | ] |

if i had ten divisions of those men, our troubles here would be over very quickly. you have to have men who are moral, and, at the same time, able to utilise their primordal instincts to kill without feeling, without passion, without judgement. without judgement, because it's judgement that defeats us.
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| XXIV |
[Aug. 3rd, 2005|01:53 am] |
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| XXIII |
[Jul. 30th, 2005|10:09 pm] |
| [ | Current Mood |
| | annoyed | ] |
| [ | Current Music |
| | current 93 | ] |
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| XXI |
[Jul. 19th, 2005|07:13 pm] |

we intend to sing the love of danger, the habit of energy and fearlessness.
manifesto of futurism |
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| XX |
[Jul. 17th, 2005|02:38 am] |

quero palavras tão sujas como o sangue que me ofusca. |
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| XIX |
[Jul. 11th, 2005|02:33 am] |
| [ | Current Mood |
| | annoyed | ] |
| [ | Current Music |
| | vivaldi | ] |

"Unto the pure, all things are pure... but unto them that are defiled is nothing pure, but even their mind and conscience is defiled."
- Titus 1:15, The Holy Bible
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| XVIII |
[Jul. 8th, 2005|08:21 pm] |
| [ | Current Mood |
| | annoyed | ] |
| [ | Current Music |
| | NON | ] |

a interpretação é irrisória; o fascínio preenche a lacuna. |
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| XVI |
[Jun. 28th, 2005|09:21 pm] |

os anjos ordenaram então a Lot que levasse toda a sua família e deixasse a cidade imediatamente, pois D’us havia mandado destruir Sodoma. |
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